quarta-feira, novembro 28, 2007

She's lost control

Confusion in her eyes that says it all.
She's lost control.
And she's clinging to the nearest passer by,
She's lost control.
And she gave away the secrets of her past,
And said I've lost control again,
And of a voice that told her when and where to act,
She said I've lost control again.
And she turned around and took me by the hand
And said I've lost control again.
And how I'll never know just why or understand~
She said I've lost control again.
And she screamed out kicking on her side
And said I've lost control again.
And seized up on the floor,
I thought she'd die.
She said I've lost control.
She's lost control again.
She's lost control.
She's lost control again.
She's lost control.
Well I had to phone her friend to state my case,
And say she's lost control again.
And she showed up all the errors and mistakes,
And said I've lost control again.
But she expressed herself in many different ways,
Until she lost control again.
And walked upon the edge of no escape,
And laughed I've lost control.
She's lost control again.
She's lost control.
She's lost control again.
She's lost control.
I could live a little better with the myths and the lies,
When the darkness broke in,
I just broke down and cried.
I could live a little in a wider line,
When the change is gone, when the urge is gone,
To lose control. When here we come

joy division

terça-feira, novembro 27, 2007

Vício de matar

Para onde há-de ir billy the kid?
Billy não sabe para onde há-de ir
Persegue a morte na pessoa dos outros
quando era nele que ele a devia afinal perseguir

Mata inimigos
Viver é para ele matar
Procura um refúgio mas nunca sabe
onde se há-de refugiar

Sabeis qual é o seu maior inimigo?
É ele o seu maior inimigo
Matam-lhe a gente de quem ele gosta
e ele gosta de coisas simples
como de ver ondular o trigo

E billy morre billy está salvo
É ver aquela mão a abrir
Sobre si próprio concentrado
de tudo o mais alheado
billy já tem para onde fugir

O caminho da ida e o caminho da volta
não são afinal o mesmo caminho
Billy conhece agora o destino
Sempre inquieto sempre a correr
amou a vida como se amar fosse morrer
Sabe-lhe bem ser de novo menino

Billy the kid para onde há-de ir?
Não o sabia bastava um gesto
Mas billy que estava cansado e gasto
leva um tiro e então já sabe
para onde é que sempre quisera ir
Billy the kid nunca soubera o que era fugir
e a morte mãe o recebe

Billy que nunca soubera fugir
nem mesmo pergunta para onde há-de ir

Ruy Belo

segunda-feira, novembro 26, 2007

bang bang



domingo, novembro 25, 2007

verdades e mentiras

Tenho saudades de saber procurar no âmago das questões a verdade de mim, fugi há meses e a partir daí não voltei a reencontrar-me. Vagueio por esses trilhos abertos à força, o corpo move-se, articulando os membros num ritmo lento, como se filmado em câmara lenta, tão lenta como as lágrimas que rolam cara abaixo, em momentos de lucidez ébria. Os trilhos, às vezes, transformam-se em auto-estradas, e o corpo, esse assume a velocidade do vento e da música. A ausência é total, a resistência nula… deixo-me ir e flutuo sem saber e volto a perder a verdade de mim, quando tudo não passa de uma grande mentira. A minha grande mentira.

quinta-feira, novembro 22, 2007

tormentas nocturnas



Esta noite, o passado e o futuro uniram-se para me atormentar. Felizmente, não passou de um sonho mau...

quarta-feira, novembro 21, 2007

Hoje voltaram a lembrar-me que tudo é relativo, tão relativo...

persona ou personnage


"Não vai acabar nunca. (...) Sem ele nós não somos nada, mas o paradoxo é que nós, as criaturas imaginadas por uma outra mente, sobreviveremos à mente que nos criou, já que, a partir do momento em que somos lançadas no mundo, continuamos a existir para sempre, e as nossas histórias continuam a ser contadas, mesmo depois da nossa morte."
in Viagens no scriptorium, Paul Auster

terça-feira, novembro 20, 2007

navegar é preciso

O Barco!
Meu coração não aguenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta
O dia, o marco, meu coração
O porto, não!...

Navegar é preciso
Viver não é preciso...

O Barco!
Noite no teu, tão bonito
Sorriso solto perdido
Horizonte, madrugada
O riso, o arco da madrugada
O porto, nada!...

Navegar é preciso
Viver não é preciso

O Barco!
O automóvel brilhante
O trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue, o charco, barulho lento
O porto, silêncio!...

Navegar é preciso
Viver não é preciso...

Os Argonautas, Caetano Veloso

segunda-feira, novembro 19, 2007

Outono

outono
cor de inverno
entre o azul frio
o vermelho alaranjado das folhas caídas
e o cinzento escuro da água cadente
passa o vento
voam as memórias das personagens
que nos habitam
fugimos na velocidade dos motores
em busca do canto que ainda protege

quinta-feira, novembro 15, 2007







terça-feira, novembro 13, 2007

"Control", o filme

segunda-feira, novembro 12, 2007

quinta-feira, novembro 08, 2007

loosing it

- Faz “crcr”,- diz o rapaz esboçando um sorriso, faz “crcr”…
Ela limita-se a produzir um esgar atónito, encerrando as barreiras daquilo que julgava ser o seu mundo protegido e são. “Crcr” tornou-se a onomatopeia para a paranóia crescente, a consciência de…
- Toma atenção! Toma atenção! – gritou o rapaz, despertando- a assim para a realidade, aquela que agora estava à sua frente.


Lembra-te de tudo o que te disseram, as armas com que te defenderás dependem da tua capacidade de reter as pertinências dos outros.

(imagem: Julie Morstad)

terça-feira, novembro 06, 2007

E tudo o vento levou...

(imagem por tfavretto)

quinta-feira, outubro 25, 2007

A vida interior de Martin Frost






Como boa leitora e fã do escritor Paul Auster, fui ver o recente filme, A Vida Interior de Martin Frost, realizado por este e produzido por Paulo Branco.



As críticas ao filme não eram as melhores, mas nem sempre estas coincidem com os meus gostos, de modo que, após uma semana de preguiça, lá fui.



Depois de dez minutos de anúncios comerciais, começam as apresentações dos filmes em exibição e das estreias... eis senão quando.... um barulho de motor avariado e o filme começa a deteriorar-se, como se se estivesse a queimar lentamente... bem, depois..., depois foram dez minutos à espera que conseguissem arranjar a maquineta ( que de certo devia ter razão, têm sempre).



O filme. Opinião. Não sei bem... Um escritor apaixona-se pela sua musa inspiradora, uma francesa que está a fazer uma tese de Filosofia, para o que lê Berkely e Hume. A grande dúvida que se instala, em todos, personagens e público, é se a Claire Martin é real ou fruto da imaginação do Martin... bom a história perde-se pelo caminho, mas tem momentos muito interessantes, embora a personagem feminina ( ou a actriz, ainda não percebi) me irritasse, para musa era bastante prosaica...Falta referir que, como é óbvio, durante o filme houve um telemóvel que tocou insistentemente, com um toque polifónico musical bastante enervante e que ninguém desligava, provavelmente tentando passar despercebida...



quarta-feira, outubro 24, 2007

Será??

You Belong in London

You belong in London, but you belong in many cities... Hong Kong, San Francisco, Sidney. You fit in almost anywhere.
And London is diverse and international enough to satisfy many of your tastes. From curry to Shakespeare, London (almost) has it all!

terça-feira, outubro 23, 2007

segunda-feira, outubro 22, 2007

outono estival




Acordo, mais um dia de sol ao alto e calor estival... mais um dia... "Que bom!" - exclamam as pessoas avessas aos dias frios, cinzentos e chuvosos. "Mais um dia..." - resmungo eu, farta deste calor tão fora de época.


Domingo, no café, vendiam-se bolos.... Rei!! Quinta-feira, alguém anunciava que iam começar a ornamentar as ruas da cidade com as decorações de Natal! Todos os dias, na baixa, há castanhas assadas! E os termómetros marcam 28º...


Tenho saudades dos dias frios, talvez não tanto dos dias cinzentos, mas o outono assim não tem graça, nem se pode estar deprimido em condições!


(imagem aqui)

sexta-feira, outubro 19, 2007

viagens

©2006-2007 ~snul



Este coração foi visto pela última vez na paragem de autocarros, o destino é desconhecido e não se sabe se regressa. Boa viagem!