quarta-feira, maio 28, 2008

just stand up & walk

(my shoe by S.)



it's a long way to go...

segunda-feira, maio 26, 2008

rock n' roll

(numa mostra de design checo)

Pois é, dei por mim a recuar no tempo e ouvir em loop os Velvet Undergound, especialmente esta:






Fecho os olhos,
tenho dezanove anos e estou a dançar na pista do States...
Quem é que se lembra?
;)

sábado, maio 24, 2008

"mostly you just make me mad"




Sometimes I feel so happy
Sometimes I feel so sad
Sometimes I feel so happy
But mostly you just make me mad
Baby you just make me mad
Linger on, your pale blue eyes
Linger on, your pale blue eyes
Thought of you as my mountain top
Thought of you as my peak
Thought of you as everything
I've had but couldn't keep
I've had but couldn't keep
If I could make the world as pure and strange as what I see
I'd put you in the mirror I
put in front of me
I put in front of me
Skip a life completely, stuff it in a cup
She said money is like us in time
It lies but can't stand up
Down for you is up
It was good what we did yesterday
And I'd do it once again
The fact that you are married
Only proves you're my best friend
But it's truly, truly a sin
Linger on, your pale blue eyes
Linger on, your pale blue eyes

Pale Blue Eyes
Velvet underground

quinta-feira, maio 22, 2008

Boletim meteorológico

Previsão para o fim de semana: chuva e mais chuva.

Já não aguento este tempo, lentamente fico tão cinzenta como o céu. Daqui a pouco choro como ele. :(

terça-feira, maio 20, 2008

educação

Confap propõe três professores logo a partir do 1º ciclo

A Confederação Nacional das Associações de Pais propôs hoje que as crianças passem a ter três professores para áreas distintas logo no 1º ciclo do ensino básico, o que corresponde a recomendações feitas pelo Conselho Nacional de Educação.

«A Confap defende que no 1º ciclo, logo a partir do seu 1º ano, deverá ter um professor de línguas, outro de matemática e outro de expressões, como a musical ou artística», defendeu à agência Lusa o presidente da Confederação, Albino Almeida.
Um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) divulgado segunda-feira recomenda a fusão dos 1º e 2º ciclos do ensino básico (antigos escola primária e ciclo preparatório) para acabar com «transições bruscas», com apenas um professor, progressivamente apoiado por outros docentes em pelo menos duas áreas.
Segundo o estudo «A Educação das crianças dos 0 aos 12 anos», este ciclo de seis anos «visaria neutralizar as transições bruscas identificadas ao nível da relação dos alunos com o espaço-escola, as áreas e os tempos de organização do trabalho curricular, a afiliação dos professores, o seu papel de aluno e com o desenvolvimento gradual das competências esperadas».

A vantagem destes estudos é que convergem com a política de redução de professores no sistema de ensino português que tem sido aplicada. Verifica-se na redução de casos de alunos com NEE (Necessidades Educativas Especiais), o que faz aumentar as turmas de 20 para 30 alunos, na redução dos pares pedagógicos nas áreas curriculares não disciplinares no 3º ciclo, na mudança dos apoios pedagógicos acrescidos para a componente não lectiva (sim, porque os apoios não são aulas, segundo os nossos dirigentes) e agora nesta brilhante proposta: um professor único no 1º e 2º ciclos. Esta última vai reduzir drasticamente o número de p
rofessores, os alunos do 2º ciclo têm dez disciplinas, sendo que em três destas são dois os professores que os acompanham. Não é preciso ser nenhum génio a matemática para perceber o que vai causar esta fusão.
O argumento apresentado pelos autores do estudo, o atenuar da pressão sentida pelos alunos nesta transição, é mais um prego neste grande caixão que é a educação, cada vez mais preocupada em atenuar as dores e dramas dos alunos e descuidando o que é fundamental: a questão do ensino/ aprendizagem. É preciso repensar os curriculos dos alunos, reorganizá-los, adaptar instrumentos, equipar escolas, formar (contínua e gratuitamente) professores....etc etc etc
Na minha modesta opinião, os alunos não são esses seres frágeis e incapazes em que estes e outros estudos os têm transformado. Eu acredito profundamente que algumas crianças se sintam deslocadas ao chegar ao 2º ciclo, mas penso que o principal problema está relacionado com a questão do insucesso escolar, pois muitas vezes estes meninos são integrados em turmas de tri-bi-repetentes, cuja faixa etária nada tem a ver com aqueles, causando muitas vezes problemas sérios dos quais ninguém fala. Mas esta questão tem de ser abordada com seriedade, empenho e recursos, que é o que falta mais. É preciso dar saída a estes alunos, e muito provavelmente não será o ensino regular o mais apto a fazê-lo. Ou seja, é uma outra questão...
Voltando à primeira, no 2ºciclo é suposto que se aprofundem os conhecimentos adquiridos no 1º ciclo, e é por essa razão que têm diferentes professores, formados nessas áreas específicas ( Ciências, Inglês, Matemática ...).
E o que acontecerá a seguir? Os alunos do 2º ciclo não vão sentir a "pressão da transição" para o 3º ciclo? E os deste ciclo para o secundário? E na faculdade??
Ainda perguntam o porquê do desânimo...

quinta-feira, maio 15, 2008

Temos Feira do Livro ou não temos Feira do Livro… eis a questão

Este ano a Feira do Livro de Lisboa parece estar envolta, novamente, em polémica. Desconhecia ser habitual este evento causar polémica, mas assim aparece nas notícias que tenho lido sobre o assunto. Tendo em conta que a Câmara atribui um subsídio à organização do certame e a isenta de taxas camarárias, tal facto já não me parece tão estranho.
Confesso que nunca foi assunto que me preocupasse, sempre dei como adquirida a Feira, em Maio e Junho, por isso as recentes notícias da possível não realização da mesma chocaram-me.
E quais são os motivos desta polémica? Um diferendo entre a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) e o grupo Leya, que actualmente detém as principais editoras, como a Caminho, a D. Quixote entre outras. Esta discussão assenta numa proposta do grupo Leya, que pretende modificar o design dos pavilhões, proposta inicialmente aceite pela organização, mas posteriormente negada. Agora estamos num impasse, no qual a Câmara de Lisboa serve de árbitro e decide, perante os esclarecimentos da organização dos motivos do recuo, se mantém o subsídio e a isenção ou se os corta.
Esta questão parece à primeira vista insignificante, contudo é preciso lembrar que as antigas editoras, tais como as conhecíamos, mudaram, fazem parte, agora, de um grande grupo empresarial, na lógica de mercado actual, em que os monopólios dominam. Por isso, não se trata de uma disputa igual, já que os meios são obviamente bastante diferentes. A posição da Câmara parece estar afecta à lógica empresarial dos grandes grupos seguindo a corrente.
Se a Feira não se realizar, quem perde é a cidade de Lisboa, os seus habitantes e visitantes. Eu gosto muito de ir ao Parque Eduardo VII e visitar os pequenos pavilhões dos diferentes editores, chamem-me tradicionalista, mas gosto dos stands de madeira pintados ao ar livre, faz parte do meu imaginário infantil, quando a minha mãe me levava com ela e eu lia livros num canto, enquanto ela vendia outros aos visitantes.
A Feira ajuda a vender livros, a divulgá-los, o ambiente envolve as pessoas. Estas questões são prejudiciais à cultura, ao combate à iliteracia, que tanto parece preocupar os nossos políticos e intelectuais. Grupos empresarias, associações de livreiros e editores e autarquias têm como obrigação manter este tipo de eventos, pois os livros não são apenas um objecto de consumo, para tal, a grande questão resume-se a uma: os livros têm de baixar de preço, este é o verdadeiro apelo da Feira, a sua razão de existir… não o design de pavilhões.

lost



(Julie Morstad)

quarta-feira, maio 14, 2008

nostalgia

nestes dias cinzentos tem-me dado para a nostalgia, vou recordando pequenos instantes que me aparecem consoante imagens, sons e sabores tocam os meus sentidos... há momentos tão assustadoramente reais, que pessoas, lugares e tempos coexistem anacronicamente e, infelizmente, de uma forma impossível. lembro todos os lugares por onde passei, as ruas onde morei, os caminhos que tive de percorrer e eles continuam lá, intactos, sem as marcas do tempo, apenas as da razão, que o sentimento perdeu. recordo as pessoas, os amigos, as caras que, essas sim... ah o tempo execrável, se vão deteriorando na memória, mas não no coração (pode ser um cliché, bem sei, mas também eu muitas vezes o sou), pessoas que perdi algures no tempo e no espaço, mas que vou reencontrando por essas esquinas reais ou virtuais. são muitos caminhos e muitas pessoas e muitos sentimentos, vivências, esperanças e expectativas e ... às vezes sinto saudades de mim, desses eus que viveram as minhas memórias.

terça-feira, maio 06, 2008

Maio, estamos mesmo em Maio???!!!!