sexta-feira, abril 27, 2007
quinta-feira, abril 26, 2007
RIR,ROER
E se fôssemos rir,
rir de tudo, tanto,
que à força de rir
nos tornássemos pranto,
Pranto colector
do que em nós sobeja?
No riso, na dor,
que o homem se veja.
Se veja disforme,
se disforme for.
Um horror enorme?
Há outro maior...
E se não houver,
o horror é nosso.
Põe o dente a roer,
leva o dente ao osso!
Alexandre O'Neill, Poesia Completa, Assírio & Alvim
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quarta-feira, abril 25, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
A importância de se escrever "variante"
Variante :
do Lat. variante
adj. 2 gén.,
que varia;
variável;
inconstante;
diferente;
s. m.,
diferença;
variação;
diversidade;
modificação;
cambiante;
ramal de uma via de comunicação, cujo estudo é feito por uma directriz diversa da do projecto primitivo;
diz-se de cada uma das versões escritas ou faladas de um texto ou narrativa.
Neste caso, a palavra variante foi a culpada do meu estado inválido, ou melhor a sua ausência. Ah! Estava a esquecer-me, o scroll também serviu de bode expiatório!
Não adoram preciosismos?
E já agora, desculpem -me a ignorância... mas o que é o scroll?
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segunda-feira, abril 23, 2007
por tua conta e risco
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quinta-feira, abril 19, 2007
Cinetismo
(Jesús-Rafael Soto, Penetrable, 1997)
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quarta-feira, abril 18, 2007
Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
Acordei com o toque suave de um beijo
"Sou a estrela do mar só a ele obedeço
Não sei se era maior o desejo ou o espanto
Em silêncio trocámos segredos e abraços
"Estrela do mar
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terça-feira, abril 17, 2007
DIZ-ME....
quanto tempo olhas para uma flor e sentes o seu perfume?
quanto tempo olhas para um campo e te deitas na relva?
quanto tempo olhas para uma árvore e trepas os seus ramos?
quanto tempo olhas para o rio e mergulhas no seu leito?
quanto tempo mais vais continuar a olhar para fora e esquecer-te de ti?
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segunda-feira, abril 16, 2007
CHEIRA A PRIMAVERA
TRANSPIRA-SE VERÃO
SENTEM-SE OS SENTIDOS
OS CINCO MAIS UM
QUE FAZ O SEXTO...
O SEXTO SENTIDO DESPERTO
E ESPERTO
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domingo, abril 15, 2007
quinta-feira, abril 12, 2007
Tenho e não tenho
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quarta-feira, abril 11, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
O POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO
O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
Vai ter olhos onde ninguém os veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos
O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles
Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados
Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)
*
O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
Sim a ratos
Alexandre O' Neill, Poesia Completa, Assírio & Alvim
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segunda-feira, abril 09, 2007
Silêncio
rosto sério e fechado e silencioso,
assim percorremos as ruas desertas,
desconhecidos que se viram ali pela primeira vez
só o ruído da renúncia e da negação perturba o silêncio.
o silêncio interrompeu algo,
o quê,
não sei...
o silêncio, por vezes, é tão doloroso.
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sábado, abril 07, 2007
domingo, abril 01, 2007
MENTIRAS
ENGANOS
VIGARICES
BURLAS
ILUSÕES
ERROS
e que mais?
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