segunda-feira, junho 11, 2007

acordar


um dia acordas e já lá não estás, desapareceste das páginas reescritas pelo tempo, eu fico sem saber se hei-de comunicar o desaparecimento ou regozijar-me pela liberdade momentânea. de qualquer das formas o alívio é agradável, sabe bem respirar... poder voltar a escrever em páginas brancas, imaculadas, sem manchas de lágrimas, só com resquícios de risos que ecoam através das palavras agora invisíveis. tu continuas por esses sonos e sonhos, mas cada vez mais profundos. todos os dias eu acordo mais um pouco desse sono.

(imagem: dance me to the end of love)

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