"avaliações"- parte II
"Candidatos a professor terão de fazer no mínimo dois exames.
Todos os candidatos a professor terão de realizar, pelo menos, dois exames, com uma duração total de quatro horas, ficando impedidos de aceder à carreira com uma classificação inferior a 14 valores, segundo uma proposta do Ministério da Educação.
De acordo com o documento, que regulamenta o Estatuto da Carreira Docente (ECD) no que diz respeito à entrada na profissão, a prova de ingresso inclui um exame comum a todos os candidatos, no qual são avaliados o domínio da língua portuguesa e a capacidade de raciocínio lógico. "
in Diário DigitalDe acordo com o documento, que regulamenta o Estatuto da Carreira Docente (ECD) no que diz respeito à entrada na profissão, a prova de ingresso inclui um exame comum a todos os candidatos, no qual são avaliados o domínio da língua portuguesa e a capacidade de raciocínio lógico. "
Após a conclusão da licenciatura, quer fosse via ensino ou ramo de formação educacional, o "candidato a professor" passava por um estágio profissional, onde era seguido por um orientador na escola, diariamente, e por um formador da faculdade a que pertencia, que vinha mensalmente assistir e avaliar o estagiário na prática de ensino. Cumulativamente, o formando teria ainda de realizar um seminário na faculdade.
Isto há uns anos... até alguém se ter dado conta (finalmente) que se formava mais professores do que as necessidades reais do país e que estes estavam a ficar no desemprego. Desta forma, para quê despender tanto do precioso dinheiro na formação de gente que nem sequer a iria pôr em prática?
A solução criada para o problema veio apenas tapar o sol com a peneira, pois perante a falta de coragem de suspender os estágios surgiu a ideia de suspender sim o salário desses aprendizes, retirando-lhes turmas, horário e estatuto. O resultado é uma formação deficitária sem prática pedagógica relevante.
Esta nova medida que agora é apresentada não seria necessária na modalidade de profissionalização anterior, actualmente até percebo que o seja, mas não nos moldes em que surge definida, avaliando-se em exame os conhecimentos específicos e científicos, pois estes terão sido devidamente perscrutados pelos docentes universitários durante a formação académica. O que vai continuar a falhar é a parte pedagógica, fundamental para se sobreviver numa sala de aula com trinta alunos desmotivados e programas extensos. E é esta prática que deve ser avaliada no ingresso à "carreira" docente, bem como uma avaliação séria do perfil psicológico do candidato, tendo em conta tudo aquilo que terá de aguentar...
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