quarta-feira, novembro 12, 2008

Concertos




A primeira vez que me falaram dos Sigur Rós eles faziam parte do alinhamento de um festival do Sudoeste de há alguns anos atrás. Eles não foram por qualquer razão e eu fiquei curiosa. Ouvi um CD e estranhei, porque é daquelas bandas que se estranham… muito! Mas teimei e ouvi mais uma e mais uma, até que se entranhou.
Por motivos vários nunca os tinha visto ao vivo, por isso ontem decidi ir vê-los. E ainda bem. Aquele som e aquela voz entram na alma e remexem-nos as entranhas, aliados a um jogo de luzes e imagens muito bem conseguidos, puseram-me, a mim, a sonhar, a olhar para as coisas como se fosse a primeira vez.
Um amigo meu visitou a Islândia há pouco tempo e diz que são “Cenários lunares, outros dignos do senhor dos anéis, outros os quais poderíamos contemplar até nos tornarmos estátuas iguais a tantas outras na paisagem. Neste país a Natureza domou o Homem enquanto este se maravilhava com o seu poder.” É um pouco dessa realidade quase irreal e mítica que nos trazem os Sigur Rós.





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