Temos Feira do Livro ou não temos Feira do Livro… eis a questão
Este ano a Feira do Livro de Lisboa parece estar envolta, novamente, em polémica. Desconhecia ser habitual este evento causar polémica, mas assim aparece nas notícias que tenho lido sobre o assunto. Tendo em conta que a Câmara atribui um subsídio à organização do certame e a isenta de taxas camarárias, tal facto já não me parece tão estranho.
Confesso que nunca foi assunto que me preocupasse, sempre dei como adquirida a Feira, em Maio e Junho, por isso as recentes notícias da possível não realização da mesma chocaram-me.
E quais são os motivos desta polémica? Um diferendo entre a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) e o grupo Leya, que actualmente detém as principais editoras, como a Caminho, a D. Quixote entre outras. Esta discussão assenta numa proposta do grupo Leya, que pretende modificar o design dos pavilhões, proposta inicialmente aceite pela organização, mas posteriormente negada. Agora estamos num impasse, no qual a Câmara de Lisboa serve de árbitro e decide, perante os esclarecimentos da organização dos motivos do recuo, se mantém o subsídio e a isenção ou se os corta.
Esta questão parece à primeira vista insignificante, contudo é preciso lembrar que as antigas editoras, tais como as conhecíamos, mudaram, fazem parte, agora, de um grande grupo empresarial, na lógica de mercado actual, em que os monopólios dominam. Por isso, não se trata de uma disputa igual, já que os meios são obviamente bastante diferentes. A posição da Câmara parece estar afecta à lógica empresarial dos grandes grupos seguindo a corrente.
Se a Feira não se realizar, quem perde é a cidade de Lisboa, os seus habitantes e visitantes. Eu gosto muito de ir ao Parque Eduardo VII e visitar os pequenos pavilhões dos diferentes editores, chamem-me tradicionalista, mas gosto dos stands de madeira pintados ao ar livre, faz parte do meu imaginário infantil, quando a minha mãe me levava com ela e eu lia livros num canto, enquanto ela vendia outros aos visitantes.
A Feira ajuda a vender livros, a divulgá-los, o ambiente envolve as pessoas. Estas questões são prejudiciais à cultura, ao combate à iliteracia, que tanto parece preocupar os nossos políticos e intelectuais. Grupos empresarias, associações de livreiros e editores e autarquias têm como obrigação manter este tipo de eventos, pois os livros não são apenas um objecto de consumo, para tal, a grande questão resume-se a uma: os livros têm de baixar de preço, este é o verdadeiro apelo da Feira, a sua razão de existir… não o design de pavilhões.
Confesso que nunca foi assunto que me preocupasse, sempre dei como adquirida a Feira, em Maio e Junho, por isso as recentes notícias da possível não realização da mesma chocaram-me.
E quais são os motivos desta polémica? Um diferendo entre a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) e o grupo Leya, que actualmente detém as principais editoras, como a Caminho, a D. Quixote entre outras. Esta discussão assenta numa proposta do grupo Leya, que pretende modificar o design dos pavilhões, proposta inicialmente aceite pela organização, mas posteriormente negada. Agora estamos num impasse, no qual a Câmara de Lisboa serve de árbitro e decide, perante os esclarecimentos da organização dos motivos do recuo, se mantém o subsídio e a isenção ou se os corta.
Esta questão parece à primeira vista insignificante, contudo é preciso lembrar que as antigas editoras, tais como as conhecíamos, mudaram, fazem parte, agora, de um grande grupo empresarial, na lógica de mercado actual, em que os monopólios dominam. Por isso, não se trata de uma disputa igual, já que os meios são obviamente bastante diferentes. A posição da Câmara parece estar afecta à lógica empresarial dos grandes grupos seguindo a corrente.
Se a Feira não se realizar, quem perde é a cidade de Lisboa, os seus habitantes e visitantes. Eu gosto muito de ir ao Parque Eduardo VII e visitar os pequenos pavilhões dos diferentes editores, chamem-me tradicionalista, mas gosto dos stands de madeira pintados ao ar livre, faz parte do meu imaginário infantil, quando a minha mãe me levava com ela e eu lia livros num canto, enquanto ela vendia outros aos visitantes.
A Feira ajuda a vender livros, a divulgá-los, o ambiente envolve as pessoas. Estas questões são prejudiciais à cultura, ao combate à iliteracia, que tanto parece preocupar os nossos políticos e intelectuais. Grupos empresarias, associações de livreiros e editores e autarquias têm como obrigação manter este tipo de eventos, pois os livros não são apenas um objecto de consumo, para tal, a grande questão resume-se a uma: os livros têm de baixar de preço, este é o verdadeiro apelo da Feira, a sua razão de existir… não o design de pavilhões.
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