segunda-feira, março 10, 2008
sexta-feira, março 07, 2008
sempre actual...
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)
Alexandre O'Neill
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quarta-feira, março 05, 2008
terça-feira, março 04, 2008
Assim de repente
descubro o quão baixa é a minha tolerância à crítica...
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segunda-feira, março 03, 2008
Sobre a lógica e a emoção
" O coração tem razões que a própria razão desconhece"
Blaise Pascal
A questão coloca-se no tipo de intenções que as "razões" encerram...
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domingo, março 02, 2008
E...
... como é que se pode ter saudades do que nunca se conheceu?
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sábado, março 01, 2008
soon this space will be too small
soon this space will be too small
and i'll go outside
to the huge hillside
where the wild winds blow
and the cold stars shine
i'll put my foot
on the living road
and be careed from here
to the heart of the world
i'll be strong as a ship
and wise as a whale
and i'll say the three words
that will save us all
soon this place will be too small
and i'll laugh so hard
that the walls cave in
then i'll die three times
and be born again
in a litle box
with a golden key
and a flying fish
will set me free
soon this space will be too small
all my veins and bones
will be burn to dust
you can throw me into
a black iron pot
and my dust will tell
what my flesh would not
soon this space will be too small
and i'll go outside
...
Lhasa, the living road
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sexta-feira, fevereiro 29, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
alienação
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quarta-feira, fevereiro 27, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
working
mergulhada entre cabeças decepadas e cidades destruídas
códigos secretos e mensagens em línguas ancestrais
cruzam-se na imaginação o passado e o futuro
viva a imaginação!
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segunda-feira, fevereiro 18, 2008
ciclos
" Muita água passou debaixo da ponte"
Hoje aplicou-se a várias e tristes realidades.
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sexta-feira, fevereiro 15, 2008
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
bucolismos
e de repente caía,
flutuando, sobre a copa frondosa da árvore velha
e mergulhava de um ramo largo para o ribeiro fresco e brilhante.
lá dentro abria os olhos e em redor a distorção causada pela água era enebriante
e segurava entre os dedos encarquilhados do frio os seixos, antes deitados no leito.
e tudo estava silencioso, nada se ouvia, nem mesmo a minha respiração.
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quarta-feira, fevereiro 13, 2008
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, para o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei que moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheco-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Álvaro de Campos
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segunda-feira, fevereiro 11, 2008
sweeney todd
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008
"The missing chapter"
ultimamente há capítulos que parecem desaparecer da minha vida, pequenas partículas que se evaporam nas páginas rasuradas...
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segunda-feira, janeiro 28, 2008
"33 (thirty-three) is the natural number following 32 and preceding 34"
- O trinta e três (33) é o número natural que segue o 32 e precede o 34.
- É um número composto, que tem os seguintes factores próprios: 1, 3 e 11. É o décimo número sortudo.
- Desde a antiguidade o número 33 vem sendo explorado pelas sociedades secretas.
- O número refere-se à idade de Jesus e de Alexandre o Grande.
- Na maçonaria refere-se ao grau máximo simbolicamente defendido na marca 33 na graduação de abertura do compasso (instrumento de medição de angulos ) ou em outras situações refere-se ao 66.
- 33 é o nome de um filme.
- É o número atómico do arsénio (As).
- É o número de vertebras que o ser humano tem ao longo de sua coluna.
E a partir de hoje, o meu número.
in Wikipédia
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quarta-feira, janeiro 16, 2008
terça-feira, janeiro 15, 2008
ano novo, vida nova?
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sexta-feira, janeiro 11, 2008
sexta-feira, janeiro 04, 2008
civismo...ou falta dele!
senhoradecasacoleopardoemcarrotopodegamapuxadoâmagodosseusbrônquiosdejectoqueaterranapassadeirasortedopeãoqueestavaatento!
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quinta-feira, janeiro 03, 2008
para além da razão
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terça-feira, dezembro 18, 2007
segunda-feira, dezembro 10, 2007
sexta-feira, dezembro 07, 2007
"Ana de Amsterdam"

Sou Ana do dique e das docas
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quarta-feira, dezembro 05, 2007
segunda-feira, dezembro 03, 2007
E assim se deu uma volta...
E assim chegámos ao ponto de partida,
E assim se retoma a vida...
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quarta-feira, novembro 28, 2007
She's lost control
Confusion in her eyes that says it all.
She's lost control.
And she's clinging to the nearest passer by,
She's lost control.
And she gave away the secrets of her past,
And said I've lost control again,
And of a voice that told her when and where to act,
She said I've lost control again.
And she turned around and took me by the hand
And said I've lost control again.
And how I'll never know just why or understand~
She said I've lost control again.
And she screamed out kicking on her side
And said I've lost control again.
And seized up on the floor,
I thought she'd die.
She said I've lost control.
She's lost control again.
She's lost control.
She's lost control again.
She's lost control.
Well I had to phone her friend to state my case,
And say she's lost control again.
And she showed up all the errors and mistakes,
And said I've lost control again.
But she expressed herself in many different ways,
Until she lost control again.
And walked upon the edge of no escape,
And laughed I've lost control.
She's lost control again.
She's lost control.
She's lost control again.
She's lost control.
I could live a little better with the myths and the lies,
When the darkness broke in,
I just broke down and cried.
I could live a little in a wider line,
When the change is gone, when the urge is gone,
To lose control. When here we come
joy division
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terça-feira, novembro 27, 2007
Vício de matar
Para onde há-de ir billy the kid?
Billy não sabe para onde há-de ir
Persegue a morte na pessoa dos outros
quando era nele que ele a devia afinal perseguir
Mata inimigos
Viver é para ele matar
Procura um refúgio mas nunca sabe
onde se há-de refugiar
Sabeis qual é o seu maior inimigo?
É ele o seu maior inimigo
Matam-lhe a gente de quem ele gosta
e ele gosta de coisas simples
como de ver ondular o trigo
E billy morre billy está salvo
É ver aquela mão a abrir
Sobre si próprio concentrado
de tudo o mais alheado
billy já tem para onde fugir
O caminho da ida e o caminho da volta
não são afinal o mesmo caminho
Billy conhece agora o destino
Sempre inquieto sempre a correr
amou a vida como se amar fosse morrer
Sabe-lhe bem ser de novo menino
Billy the kid para onde há-de ir?
Não o sabia bastava um gesto
Mas billy que estava cansado e gasto
leva um tiro e então já sabe
para onde é que sempre quisera ir
Billy the kid nunca soubera o que era fugir
e a morte mãe o recebe
Billy que nunca soubera fugir
nem mesmo pergunta para onde há-de ir
Ruy Belo
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segunda-feira, novembro 26, 2007
domingo, novembro 25, 2007
verdades e mentiras
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quinta-feira, novembro 22, 2007
tormentas nocturnas
Esta noite, o passado e o futuro uniram-se para me atormentar. Felizmente, não passou de um sonho mau...
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quarta-feira, novembro 21, 2007
Hoje voltaram a lembrar-me que tudo é relativo, tão relativo...
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persona ou personnage
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terça-feira, novembro 20, 2007
navegar é preciso
O Barco!
Meu coração não aguenta
Tanta tormenta, alegria
Meu coração não contenta
O dia, o marco, meu coração
O porto, não!...
Navegar é preciso
Viver não é preciso...
O Barco!
Noite no teu, tão bonito
Sorriso solto perdido
Horizonte, madrugada
O riso, o arco da madrugada
O porto, nada!...
Navegar é preciso
Viver não é preciso
O Barco!
O automóvel brilhante
O trilho solto, o barulho
Do meu dente em tua veia
O sangue, o charco, barulho lento
O porto, silêncio!...
Navegar é preciso
Viver não é preciso...
Os Argonautas, Caetano Veloso
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segunda-feira, novembro 19, 2007
Outono
outono
cor de inverno
entre o azul frio
o vermelho alaranjado das folhas caídas
e o cinzento escuro da água cadente
passa o vento
voam as memórias das personagens
que nos habitam
fugimos na velocidade dos motores
em busca do canto que ainda protege
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quinta-feira, novembro 15, 2007
terça-feira, novembro 13, 2007
segunda-feira, novembro 12, 2007
quinta-feira, novembro 08, 2007
loosing it
Ela limita-se a produzir um esgar atónito, encerrando as barreiras daquilo que julgava ser o seu mundo protegido e são. “Crcr” tornou-se a onomatopeia para a paranóia crescente, a consciência de…
- Toma atenção! Toma atenção! – gritou o rapaz, despertando- a assim para a realidade, aquela que agora estava à sua frente.
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(imagem: Julie Morstad)
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terça-feira, novembro 06, 2007
quinta-feira, outubro 25, 2007
A vida interior de Martin Frost
Posted by contradições at 8:52 p.m. 0 comments
quarta-feira, outubro 24, 2007
Será??
| You Belong in London |
![]() You belong in London, but you belong in many cities... Hong Kong, San Francisco, Sidney. You fit in almost anywhere. And London is diverse and international enough to satisfy many of your tastes. From curry to Shakespeare, London (almost) has it all! |
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terça-feira, outubro 23, 2007
segunda-feira, outubro 22, 2007
outono estival
Posted by contradições at 8:37 p.m. 2 comments
sexta-feira, outubro 19, 2007
viagens
©2006-2007 ~snul
Este coração foi visto pela última vez na paragem de autocarros, o destino é desconhecido e não se sabe se regressa. Boa viagem!
Posted by contradições at 9:49 p.m. 2 comments
quarta-feira, outubro 17, 2007
analogias
Posted by contradições at 12:46 p.m. 4 comments
quinta-feira, outubro 11, 2007
sons de infância
Hoje de manhã chegou até mim uma melodia que há muito não ouvia, olhei pela janela e lá estava ele, na sua bicicleta, o amolador de facas e tesouras.
Sorri.
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quarta-feira, outubro 10, 2007
Voo Nocturno
Posted by contradições at 9:13 p.m. 0 comments
terça-feira, outubro 09, 2007
As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
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segunda-feira, outubro 08, 2007
enumerações
Pára-olha-foca-vê-chora-anda-corre-ri-dorme-acorda-levanta-come-lê-ouve-fala-sente-come-dorme-ouve-sente-ouve-fala-ri-chora-pára-cai-levanta-dança-sai-...
Posted by contradições at 10:09 p.m. 1 comments
nonsense
Posted by contradições at 12:40 p.m. 1 comments
terça-feira, outubro 02, 2007
quarta-feira, setembro 26, 2007
"you' ve got to fight for a reason, what's your reason?"
( The Sunshine Underground, Borders)
Posted by contradições at 1:09 p.m. 0 comments
terça-feira, setembro 25, 2007
voos e quedas
Num tempo aparentemente irreal, tirado de uma memória que não a minha, vivia uma criança num denso subúrbio da capital. Juntamente com os outros meninos do bairro, brincava na rua, ainda livre dos medos, das inseguranças, dos perigos.Posted by contradições at 10:21 p.m. 1 comments
domingo, setembro 23, 2007
Posted by contradições at 2:04 p.m. 1 comments
terça-feira, setembro 18, 2007
Nada a Zero
Um certo sentimento niilista deu à costa e não sei o que fazer com ele
O tudo que era para mim no nada se transfigurou
Dois não fazem um todo
E o todo não implica ninguém
O tal e o certo alguém foram o zero na terra do nunca
E o agora já não tem tempo…
Alguém encontrou o rumo
Aqui perdeu-se o chão
Além é o nada
Aquém é o tudo
Nada é o meu mundo,
Zero! Perdi eu…
Posted by contradições at 1:10 p.m. 0 comments
segunda-feira, setembro 17, 2007
"Tu disseste"
Posted by contradições at 2:52 p.m. 1 comments
sábado, setembro 15, 2007
dançando
Rodopio em torno de mim mesma,
dançando aquela música com a letra de sempre;
rodo à volta do passado, girando no presente,
à procura da saída do círculo, à procura do futuro...
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quarta-feira, setembro 12, 2007
Tears for affairs
Shedding tears for affairs
I’m a funny little thing
I can tell you this for nothing
Affairs don’t win
Can you handle one more dirty secret?
One more dirty night?
Is it true what they say?
Will it make us go blind?
You had to drive
Look me in the eye
Whisper "don’t cry"
I’ll take an interest in Illustration
It should be a laugh
Your words are with me still
They whisper in the grass
Shedding tears for affairs
I’m a stupid little thing
I can tell you this for nothing
You won’t win
You had to drive
(I didn’t want to)
Look me in the eye
(I found it hard to)
Whisper "don’t cry"
(I had to whisper "don’t cry")
So I cried
( Camera Obscura)
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segunda-feira, setembro 10, 2007
a banda sonora da festa
Impressionantes...!!
Roncos do Diabo
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quinta-feira, setembro 06, 2007
terça-feira, setembro 04, 2007
ruas
Nas ruas de calçada íngreme e escorregadia
Dei por mim à procura de um sinal
Por entre o musgo e a terra
As ruas não são oráculos
E a calçada não tem visões
Por isso caminhei em direcção ao rio
Procurando respostas sem fim
A água tinha secado
E o leito estéril nada dizia.
Voltei às ruas
Olhei para cima
Nos telhados passeavam gatos pretos luzidios
O sinal de má fortuna
Faltavam as escadas e o espelho partido.
As escadas já foram subidas e descidas tantas vezes
E o espelho já me disse que a bela não sou eu.
Portanto continuo a seguir as ruas de calçada íngreme
Esquecendo-me das respostas e buscando perguntas que eu saiba responder.
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segunda-feira, setembro 03, 2007
passagens II
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domingo, setembro 02, 2007
re-
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