quarta-feira, maio 30, 2007

declare independence

segunda-feira, maio 28, 2007

lembranças

trocas imagens do passado
que espelham sonhos infantis
e realidades de fantasia
erguidas entre bonecos de trapos

um mundo paralelo crescia
entre os malmequeres e os bem-me-queres
os brincos de rainha e os de princesa
os miosótis e as rosinhas rosas

a água da chuva desaguava
na caverna dos bichos da conta
e os olhos brilhavam e sonhavam
com aventuras e descobertas

e saltavas, corrias, brincavas
e eras tudo o que querias.

segunda-feira, maio 21, 2007

saudades



Cidade


Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar, e as praias nuas
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.

Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes.


( imagem por João Barbosa: praia do norte, são vicente, cabo verde; poema: Sophia de Mello Breyner)

sexta-feira, maio 18, 2007

ziiiiiiiiiiiirr...... THEC!

terça-feira, maio 15, 2007



Vicent, Tim Burton

sábado, maio 12, 2007

PACE NON TROVO...




Pace non trovo, e non ò da far guerra,
E temo e spero, ed ardo e son un ghiaccio,
E volo sopra'i cielo e giaccio in terra
E nulla stringa e tutto' l mondo abbraccio.

Tal m'ha in prigion che non m'apre né serra,
Nè per suo mi riten né scioglie il laccio,
E nonm'ancide Amore e non mi sferra,
Nè mi vuol vivo né mi trae d'impaccio.

Veggio senza occhi; e no ò lingua grido,
E bramo di perir, e cheggio aiuta,
Ed ho in odio me stesso ed amo altrui.

Pascomi di dolor, piangendo rido,
Egualmente mi spiace morte e vita:
In questo stato son, Donna, per vui.



Petrarca, Cancioneiro

sexta-feira, maio 11, 2007

e mais uma vez

a sorte acompanha-me...

quinta-feira, maio 10, 2007

e mais uma vez...

mais uma vez chegámos ao tempo da espera
e a espera gosta de se fazer esperar
tem todo o tempo do mundo para sacrificar
enquanto espero e não espero, procuro não desesperar...
tic-tac tic-tac tic-tac

terça-feira, maio 08, 2007

inertia creeps



massive attack

!!!

- Grita!
- O silêncio é ensurdecedor...
- Corre!
- A estagnação é permanente...
- Foge!
- Os trilhos foram apagados...

Balança entre desesperos momentâneos e as euforias constantes numa bipolaridade latente...

segunda-feira, maio 07, 2007

cinco sentidos mais um

domingo, maio 06, 2007

A RAPARIGA VODU





















É feita de retalhos,


tem pele de algodão


e muitos alfinetes coloridos


saídos do coração.


















Tem um magnífico par


de olhos em espiral


por si utilizados


para hipnotizar namorados.


















Tem muitos zombies diferentes


de que nunca se cansa.


Até tem um zombie


oriundo de França.


















Mas sabe que não pode vencer


a sua terrível maldição,


pois se alguém se aproxima dela


perfura-lhe o coração.


















( Tim Burton, A morte melancólica do rapaz ostra & outras histórias, Antígona)


sexta-feira, maio 04, 2007


fim de semana, finalmente...

a semana arrasta-se perante as indefinições futuras.

dizem que é mais uma e a seguir respostas surgirão.

(isto parece retirado de um qualquer horóscopo... hmmm... será um caso a pensar??)
( imagem por Les Freds)

quinta-feira, maio 03, 2007

são os poetas em potência (?)


" a acção, quanto ao espaço, situa-se no colo de alabastro"
(imagem: Modigliani; frase: anónimo)

quarta-feira, maio 02, 2007

nem tudo o que parece é...

sexta-feira, abril 27, 2007

SENHAS
Eu não gosto do bom gosto
eu não gosto do bom senso
eu não gosto dos bons modos
não gosto
eu aguento até rigores
eu não tenho pena dos traídos
eu hospedo infractores e banidos
eu respeito conveniências
eu não ligo pra conchavos
eu suporto aparências
eu não gosto de maus tratos
mas o que não gosto é do bom gosto
eu não gosto do bom senso
eu não gosto dos bons modos
não gosto
eu aguento até os modernos
e os seus segundos cadernos
eu aguento até os caretas
e as suas verdades perfeitas
o que eu não gosto é do bom gosto
eu não gosto do bom senso
eu não gosto dos bons modos
não gosto
eu aguento até os estetas
eu não julgo competência
eu não ligo pra etiqueta
eu aplaudo rebeldias
eu respeito
eu compreendo piedades
eu não condeno mentiras
eu não condeno vaidades
o que eu não gosto é do bom gosto
eu não gosto do bom senso
não, naõ gosto dos bons modos
não gosto
eu gosto dos que têm fome
dos que morrem de vontade
dos secam de desejo
dos que ardem
( adriana calcanhoto)

quinta-feira, abril 26, 2007

RIR,ROER

E se fôssemos rir,
rir de tudo, tanto,
que à força de rir
nos tornássemos pranto,


Pranto colector
do que em nós sobeja?
No riso, na dor,
que o homem se veja.


Se veja disforme,
se disforme for.
Um horror enorme?
Há outro maior...


E se não houver,
o horror é nosso.
Põe o dente a roer,
leva o dente ao osso!

Alexandre O'Neill, Poesia Completa, Assírio & Alvim

quarta-feira, abril 25, 2007

25 DE ABRIL


terça-feira, abril 24, 2007

A importância de se escrever "variante"

A importância da palavra variante era-me desconhecida. Podemos argumentar que todas as as palavras são importantes ou até mesmo imprescindíveis, pois a mais insignificante pode alterar toda a coerência de um texto, pode mudar uma intenção comunicativa, transformar um acto ilocutório. Mas depende sempre do contexto.

Variante :


do Lat. variante


adj. 2 gén.,
que varia;
variável;
inconstante;
diferente;


s. m.,
diferença;
variação;
diversidade;
modificação;
cambiante;
ramal de uma via de comunicação, cujo estudo é feito por uma directriz diversa da do projecto primitivo;
diz-se de cada uma das versões escritas ou faladas de um texto ou narrativa.


Neste caso, a palavra variante foi a culpada do meu estado inválido, ou melhor a sua ausência. Ah! Estava a esquecer-me, o scroll também serviu de bode expiatório!
Não adoram preciosismos?
E já agora, desculpem -me a ignorância... mas o que é o scroll?

segunda-feira, abril 23, 2007

por tua conta e risco

A incompetência e incongruência alheia sempre me causaram espécie, especialmente quando prejudica o desempenho dos outros. Mais do que o desempenho, esta falta de cuidado colocou em risco o meu futuro profissional ( podem perguntar qual futuro...), bem sei que estou a dramatizar, mas a forma como se desenrola todo o actual processo de candidatura tem como objectivo a exclusão de candidatos e não a sua colocação...
Como a minha situação presente é inválida ( sim, tornei-me inválida de um dia para o outro), tenho agora um prazo de aperfeiçoamento, contudo ( atenção aos incautos) mesmo que me re-transforme em válida, há sempre a possibilidade de a minha candidatura ser excluída, pois devido ao programa, a candidatura tornar-se-á inconsistente, pelo que terei de reclamar.
Desta forma prevejo muita irritação, transtorno e mais uns fios brancos...
Valerá a pena tanto?