segunda-feira, junho 23, 2008
quinta-feira, junho 19, 2008
FON FON FON
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quarta-feira, junho 18, 2008
terça-feira, junho 17, 2008
segunda-feira, junho 16, 2008
desencanto dos dias
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sexta-feira, junho 13, 2008
Festas
Desta vez um Santo António mais sossegado, mas sempre em óptima companhia! ;)
Eu também quero morar nestas escadinhas...!! :)
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quinta-feira, junho 12, 2008
terça-feira, junho 10, 2008
Mudar de vida...
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domingo, junho 08, 2008
Esta situação
E a senhora dos filhos e dos gritos e da malha
não falha nenhum dia chega sempre à mesma hora
Poderás ser feliz: basta mudar de esplanada
mas acredita não resolve nada
a mesma água vem na mesma calha
e é tudo como antes para aquele que chora:
a mudança é fatal até para a face mudada
Já nela havia rugas e era fresca e corada
A cara da senhora? Não. Mas espera, talvez
o que eu disse estivesse já dito de vez
E eu só amanhã me vou ontem embora
Ruy Belo, in Todos os poemas, Assírio & Alvim
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sábado, junho 07, 2008
à laia de mandamento...
Não terás epifanias às cinco da manhã!
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terça-feira, junho 03, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
quarta-feira, maio 28, 2008
segunda-feira, maio 26, 2008
rock n' roll
Pois é, dei por mim a recuar no tempo e ouvir em loop os Velvet Undergound, especialmente esta:
Fecho os olhos, tenho dezanove anos e estou a dançar na pista do States...
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sábado, maio 24, 2008
"mostly you just make me mad"
Sometimes I feel so happy
Sometimes I feel so sad
Sometimes I feel so happy
But mostly you just make me mad
Baby you just make me mad
Linger on, your pale blue eyes
Linger on, your pale blue eyes
Thought of you as my mountain top
Thought of you as my peak
Thought of you as everything
I've had but couldn't keep
I've had but couldn't keep
If I could make the world as pure and strange as what I see
I'd put you in the mirror I
put in front of me
I put in front of me
Skip a life completely, stuff it in a cup
She said money is like us in time
It lies but can't stand up
Down for you is up
It was good what we did yesterday
And I'd do it once again
The fact that you are married
Only proves you're my best friend
But it's truly, truly a sin
Linger on, your pale blue eyes
Linger on, your pale blue eyes
Pale Blue Eyes
Velvet underground
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quinta-feira, maio 22, 2008
Boletim meteorológico
Previsão para o fim de semana: chuva e mais chuva.
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terça-feira, maio 20, 2008
educação
Confap propõe três professores logo a partir do 1º ciclo
«A Confap defende que no 1º ciclo, logo a partir do seu 1º ano, deverá ter um professor de línguas, outro de matemática e outro de expressões, como a musical ou artística», defendeu à agência Lusa o presidente da Confederação, Albino Almeida.
Um estudo do Conselho Nacional de Educação (CNE) divulgado segunda-feira recomenda a fusão dos 1º e 2º ciclos do ensino básico (antigos escola primária e ciclo preparatório) para acabar com «transições bruscas», com apenas um professor, progressivamente apoiado por outros docentes em pelo menos duas áreas.
Segundo o estudo «A Educação das crianças dos 0 aos 12 anos», este ciclo de seis anos «visaria neutralizar as transições bruscas identificadas ao nível da relação dos alunos com o espaço-escola, as áreas e os tempos de organização do trabalho curricular, a afiliação dos professores, o seu papel de aluno e com o desenvolvimento gradual das competências esperadas».
A vantagem destes estudos é que convergem com a política de redução de professores no sistema de ensino português que tem sido aplicada. Verifica-se na redução de casos de alunos com NEE (Necessidades Educativas Especiais), o que faz aumentar as turmas de 20 para 30 alunos, na redução dos pares pedagógicos nas áreas curriculares não disciplinares no 3º ciclo, na mudança dos apoios pedagógicos acrescidos para a componente não lectiva (sim, porque os apoios não são aulas, segundo os nossos dirigentes) e agora nesta brilhante proposta: um professor único no 1º e 2º ciclos. Esta última vai reduzir drasticamente o número de professores, os alunos do 2º ciclo têm dez disciplinas, sendo que em três destas são dois os professores que os acompanham. Não é preciso ser nenhum génio a matemática para perceber o que vai causar esta fusão.
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quinta-feira, maio 15, 2008
Temos Feira do Livro ou não temos Feira do Livro… eis a questão
Confesso que nunca foi assunto que me preocupasse, sempre dei como adquirida a Feira, em Maio e Junho, por isso as recentes notícias da possível não realização da mesma chocaram-me.
E quais são os motivos desta polémica? Um diferendo entre a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) e o grupo Leya, que actualmente detém as principais editoras, como a Caminho, a D. Quixote entre outras. Esta discussão assenta numa proposta do grupo Leya, que pretende modificar o design dos pavilhões, proposta inicialmente aceite pela organização, mas posteriormente negada. Agora estamos num impasse, no qual a Câmara de Lisboa serve de árbitro e decide, perante os esclarecimentos da organização dos motivos do recuo, se mantém o subsídio e a isenção ou se os corta.
Esta questão parece à primeira vista insignificante, contudo é preciso lembrar que as antigas editoras, tais como as conhecíamos, mudaram, fazem parte, agora, de um grande grupo empresarial, na lógica de mercado actual, em que os monopólios dominam. Por isso, não se trata de uma disputa igual, já que os meios são obviamente bastante diferentes. A posição da Câmara parece estar afecta à lógica empresarial dos grandes grupos seguindo a corrente.
Se a Feira não se realizar, quem perde é a cidade de Lisboa, os seus habitantes e visitantes. Eu gosto muito de ir ao Parque Eduardo VII e visitar os pequenos pavilhões dos diferentes editores, chamem-me tradicionalista, mas gosto dos stands de madeira pintados ao ar livre, faz parte do meu imaginário infantil, quando a minha mãe me levava com ela e eu lia livros num canto, enquanto ela vendia outros aos visitantes.
A Feira ajuda a vender livros, a divulgá-los, o ambiente envolve as pessoas. Estas questões são prejudiciais à cultura, ao combate à iliteracia, que tanto parece preocupar os nossos políticos e intelectuais. Grupos empresarias, associações de livreiros e editores e autarquias têm como obrigação manter este tipo de eventos, pois os livros não são apenas um objecto de consumo, para tal, a grande questão resume-se a uma: os livros têm de baixar de preço, este é o verdadeiro apelo da Feira, a sua razão de existir… não o design de pavilhões.
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quarta-feira, maio 14, 2008
nostalgia
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terça-feira, maio 06, 2008
terça-feira, abril 29, 2008
quarta-feira, abril 23, 2008
terça-feira, abril 22, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
domingo, abril 20, 2008
sábado, abril 19, 2008
(Contradições)Debaixo do ruído das luzes tudo parece mover-se em câmara lenta,
As pessoas articulam gestos e palavras gritadas
Esboçam sorrisos e gargalhadas
Enquanto à chuva dois mendigos partilham as folhas de uma palmeira
Lá dentro instala-se a confusão
Cá dentro mantém-se a contradição entre o ficar e o partir
Entre o sentir e o fingir
Enquanto o vento leva os jornais do dia
É a contradição de sempre.
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quinta-feira, abril 17, 2008
De boca a Barlavento
I
Esta
a minha mão de milho & marulho
Este
o sol a gema E não
o esboroar do osso na bigorna
E embora
O deserto abocanhe a minha carne de homem
E caranguejos devorem
esta mão de semear
Há sempre
Pela artéria do meu sangue que goteja
De comarca em comarca
A árvore E o arbusto
Que arrastam
As vogais e os ditongos
para dentro das violas
II
Poeta! todo o poema:
geometria de sangue & fonema
Escuto Escuta
Um pilão fala
árvores de fruto
ao meio do dia
E tambores
erguem
na colina
Um coração de terra batida
E lon longe
Do marulho à viola fria
Reconheço o bemol
Da mão doméstica
Que solfeja
Mar & monção mar & matrimónio
Pão pedra palmo de terra
Pão & património
Corsino Fortes
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quarta-feira, abril 16, 2008
terça-feira, abril 15, 2008
Tudo se resume a uma questão de lógica
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segunda-feira, abril 14, 2008
domingo, abril 13, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
terça-feira, abril 08, 2008
sueños em condiciones reais
el milagro de la reprodución de los peixes es visible
você precisa aprender a tener fé en lo impossible
e a no dar importância a lo que dizem los críticos mais boçais
saiba como utilizar crises internas
el arte de respirar
nada como la alegria del pensamiento para banalidades
enfrentar
legal caminar com las próprias piernas
usa el desespero como remo
para enfrentar la vida real
no acredite ciegamente en la escena com fondo musical
puede ser una cuéstion de falso verdadero
esquece los falsos amores
todo esto faz parte del grande circo de los horrores
Douglas Diegues, in Antologia de Poesia Brasileira do Início do Terceiro Milénio
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segunda-feira, abril 07, 2008
jardins
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sexta-feira, abril 04, 2008
AVISO DE ABERTURA
Obrigada e boa sorte!
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quinta-feira, abril 03, 2008
Vai um mergulhinho?
Com um calor destes, até aqui o Tareco se aventurava a um mergulho... ou então não! Uma boa soneca à sombra já ajuda a passar o tempo abafado!
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quarta-feira, abril 02, 2008
O quase fim do mundo
in O quase fim do mundo,Pepetela
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terça-feira, abril 01, 2008
segunda-feira, março 31, 2008
DA RECUSA (STILLS)
deles, relutância ante a imediação da beleza: fios louros de nylon fugindo do chapéu, bochechas sem músculos. o que são, apenas santos de residência, na mesma prateleira, sangue-de-pouca-tinta no gesso cariado, na madeira de talhe bronco. um São Jorge rival, em moldura fosco dourada (lança, guerra, suor), há muito que sumiu da parede inversa, e fez-se vão o ciúme dos romances de cavalaria, de eventuais enredos por elas nutridos. bonecas e santos têm tempo. unindo em ausência, o fio que se estica, até quase arrebentar.
Diego Vinhas, in Antologia de Poesia Brasileira do Início do Terceiro Milénio, Exodus
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sábado, março 29, 2008
sexta-feira, março 28, 2008
quinta-feira, março 27, 2008
quarta-feira, março 26, 2008
Conclusoes do dia
1. Ja chega de neve, uma vez tem piada, agora so serve para congelar.
2. Os adolescentes sao iguais em todo o lado, em qualquer lingua.... nao ha pachorra.
3. A expressao esta a tocar nao se pode usar em ferias, mesmo que se refira ao relogio astronomico.
4. Nao fazer misturas com a docaria tipica, o resultado e identico ao das misturas alcoolicas.
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terça-feira, março 25, 2008
Turistiquices
Hoje consegui fazer mini. bolas de neve!!!
:)
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segunda-feira, março 24, 2008
cancao do dia I
cai neve em nova iorque, faz sol no meu pais...
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Praha 3 žižkov
Nota: os teclados checos nao tem os nossos acentos graficos, por isso nao escrevo mais.
A inscricao em checo e da autoria da S., eu nem pronunciar quanto mais escrever.
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segunda-feira, março 17, 2008
Numa varanda
Numa varanda virada para a baía
Numa plataforma para o mar
Sonhei
Amei
Chorei
Arremeti desejos em garrafas imaginárias
Lancei pragas
Construí vidas a dois
Destruí destinos a três
Descobri a lei da sobrevivência
(a dos outros e a minha)
Vi a fome, a solidão
Vi o sorriso da gratidão
Ensinei o b-a = ba
Aprendi a ver dentro de mim
Numa varanda virada para a baía
Numa plataforma para o mar.
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domingo, março 16, 2008
My body is a cage

My body is a cage
that keepes me from dancing
with the one I love,
but my mind holds the key.
My body is a cage
that keeps me from dancing
with the one I love
but my mind holds the key.
I'm standing on a stage
of fear and self-doubt
it´s a hollow play,
but the'll clap anyway.
My body is a cage
that keeps me from dancing
with tehe one I love,
but my mind holds the key.
You're standing next to me.
My mind holds the key.
I'm living in an age
that calls darknes light.
Though my language is dead
still the shapes fill my head.
I'm living in an age
whose name I don't know
though the fear keeps me moving,
still my heart beats so slow.
My body is a cage that keeps me
from dancing with teh one I love,
but my mind holds the key.
You're standing next to me.
My mind holds the key.
My body is a c...
My body is a cage.
We take what we' re given.
Just because you've forgotten,
that don't mean you're forgiven.
I'm living in a age that
screams my name at night,
but when I get to the dorway
there's no one in sight.
My body is a cage that
keeps me from dancing
with the one I love,
but my mind holds the key.
You're standing next to me.
My mind holds the key.
Set my spirit free
Set my spirit free
Set my spirit free

(arcade fire)
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quinta-feira, março 13, 2008
quarta-feira, março 12, 2008
"who loves the sun?" I do!
"Who loves the sun?"
Eu. E o calor e tudo e tudo!
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segunda-feira, março 10, 2008
The Cure
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sexta-feira, março 07, 2008
sempre actual...
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)
Alexandre O'Neill
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quarta-feira, março 05, 2008
terça-feira, março 04, 2008
Assim de repente
descubro o quão baixa é a minha tolerância à crítica...
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segunda-feira, março 03, 2008
Sobre a lógica e a emoção
" O coração tem razões que a própria razão desconhece"
Blaise Pascal
A questão coloca-se no tipo de intenções que as "razões" encerram...
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domingo, março 02, 2008
E...
... como é que se pode ter saudades do que nunca se conheceu?
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sábado, março 01, 2008
soon this space will be too small
soon this space will be too small
and i'll go outside
to the huge hillside
where the wild winds blow
and the cold stars shine
i'll put my foot
on the living road
and be careed from here
to the heart of the world
i'll be strong as a ship
and wise as a whale
and i'll say the three words
that will save us all
soon this place will be too small
and i'll laugh so hard
that the walls cave in
then i'll die three times
and be born again
in a litle box
with a golden key
and a flying fish
will set me free
soon this space will be too small
all my veins and bones
will be burn to dust
you can throw me into
a black iron pot
and my dust will tell
what my flesh would not
soon this space will be too small
and i'll go outside
...
Lhasa, the living road
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sexta-feira, fevereiro 29, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
alienação
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quarta-feira, fevereiro 27, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
working
mergulhada entre cabeças decepadas e cidades destruídas
códigos secretos e mensagens em línguas ancestrais
cruzam-se na imaginação o passado e o futuro
viva a imaginação!
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segunda-feira, fevereiro 18, 2008
ciclos
" Muita água passou debaixo da ponte"
Hoje aplicou-se a várias e tristes realidades.
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sexta-feira, fevereiro 15, 2008
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
bucolismos
e de repente caía,
flutuando, sobre a copa frondosa da árvore velha
e mergulhava de um ramo largo para o ribeiro fresco e brilhante.
lá dentro abria os olhos e em redor a distorção causada pela água era enebriante
e segurava entre os dedos encarquilhados do frio os seixos, antes deitados no leito.
e tudo estava silencioso, nada se ouvia, nem mesmo a minha respiração.
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quarta-feira, fevereiro 13, 2008
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei-de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Génio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho génios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicómios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora génios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistámos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordámos e ele é opaco,Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, para o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei que moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, e os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?),
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheco-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Álvaro de Campos
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segunda-feira, fevereiro 11, 2008
sweeney todd
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008
"The missing chapter"
ultimamente há capítulos que parecem desaparecer da minha vida, pequenas partículas que se evaporam nas páginas rasuradas...
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segunda-feira, janeiro 28, 2008
"33 (thirty-three) is the natural number following 32 and preceding 34"
- O trinta e três (33) é o número natural que segue o 32 e precede o 34.
- É um número composto, que tem os seguintes factores próprios: 1, 3 e 11. É o décimo número sortudo.
- Desde a antiguidade o número 33 vem sendo explorado pelas sociedades secretas.
- O número refere-se à idade de Jesus e de Alexandre o Grande.
- Na maçonaria refere-se ao grau máximo simbolicamente defendido na marca 33 na graduação de abertura do compasso (instrumento de medição de angulos ) ou em outras situações refere-se ao 66.
- 33 é o nome de um filme.
- É o número atómico do arsénio (As).
- É o número de vertebras que o ser humano tem ao longo de sua coluna.
E a partir de hoje, o meu número.
in Wikipédia
Posted by contradições at 9:18 a.m. 3 comments
quarta-feira, janeiro 16, 2008
terça-feira, janeiro 15, 2008
ano novo, vida nova?
Posted by contradições at 7:24 p.m. 2 comments
sexta-feira, janeiro 11, 2008
sexta-feira, janeiro 04, 2008
civismo...ou falta dele!
senhoradecasacoleopardoemcarrotopodegamapuxadoâmagodosseusbrônquiosdejectoqueaterranapassadeirasortedopeãoqueestavaatento!
Posted by contradições at 10:29 p.m. 1 comments
quinta-feira, janeiro 03, 2008
para além da razão
Posted by contradições at 8:33 p.m. 0 comments






























