terça-feira, julho 10, 2007
segunda-feira, julho 09, 2007
outra vez?
a voracidade do tempo consome todos os minutos do dia,
pode ser que essa turbulência passe
e estabilize tudo o que envolve a alma.
o cansaço, entretanto, apodera-se do corpo
e só o sono profundo é desejado,
aquela dormência que nada afecta.
a vida passa incólume e sem dor.
tão fácil...
custa tomá-la nas mãos e decidir e agir,
mas... voltar atrás e anestesiar todos os sentimentos,
procurar refúgio numa bolha de sabão....
outra vez? não!
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segunda-feira, julho 02, 2007
quinta-feira, junho 28, 2007
quarta-feira, junho 27, 2007
insânia ou insónia?
O cão late,
rola e rebola,
vermelhas garras
esperam o momento,
uiva o vento,
bufa a paciência perdida:
aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
quem a agarre,
está louca e gane
(como o cão)…
É demasiado o convívio,
Dias a fio fechada
À espera de quê?
Do príncipe encantado?
Mas tem quantos anos?
Ah…! É verdade, estamos nos contos de fada…
Prefiro o barba azul, pelo menos não anda em cavalos brancos
Lailailailailailai….
Dorme….
O cão!
Ainda funcionam, os contos de fada!
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estar sempre presente
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segunda-feira, junho 25, 2007
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quarta-feira, junho 20, 2007
terça-feira, junho 19, 2007
Pouco me importa.
Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa.
Alberto Caeiro, Poesia, Assírio & Alvim
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segunda-feira, junho 18, 2007
dias molhados I
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quarta-feira, junho 13, 2007
segunda-feira, junho 11, 2007
acordar
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quinta-feira, junho 07, 2007
"quantas madrugadas tem a noite"
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quarta-feira, maio 30, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
lembranças
trocas imagens do passado
que espelham sonhos infantis
e realidades de fantasia
erguidas entre bonecos de trapos
um mundo paralelo crescia
entre os malmequeres e os bem-me-queres
os brincos de rainha e os de princesa
os miosótis e as rosinhas rosas
a água da chuva desaguava
na caverna dos bichos da conta
e os olhos brilhavam e sonhavam
com aventuras e descobertas
e saltavas, corrias, brincavas
e eras tudo o que querias.
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segunda-feira, maio 21, 2007
saudades

Cidade
Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar, e as praias nuas
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.
Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes.
( imagem por João Barbosa: praia do norte, são vicente, cabo verde; poema: Sophia de Mello Breyner)
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sexta-feira, maio 18, 2007
terça-feira, maio 15, 2007
sábado, maio 12, 2007
PACE NON TROVO...
Pace non trovo, e non ò da far guerra,
E temo e spero, ed ardo e son un ghiaccio,
E volo sopra'i cielo e giaccio in terra
E nulla stringa e tutto' l mondo abbraccio.
Tal m'ha in prigion che non m'apre né serra,
Nè per suo mi riten né scioglie il laccio,
E nonm'ancide Amore e non mi sferra,
Nè mi vuol vivo né mi trae d'impaccio.
Veggio senza occhi; e no ò lingua grido,
E bramo di perir, e cheggio aiuta,
Ed ho in odio me stesso ed amo altrui.
Pascomi di dolor, piangendo rido,
Egualmente mi spiace morte e vita:
In questo stato son, Donna, per vui.
Petrarca, Cancioneiro
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sexta-feira, maio 11, 2007
quinta-feira, maio 10, 2007
e mais uma vez...
mais uma vez chegámos ao tempo da espera
e a espera gosta de se fazer esperar
tem todo o tempo do mundo para sacrificar
enquanto espero e não espero, procuro não desesperar...
tic-tac tic-tac tic-tac
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terça-feira, maio 08, 2007
!!!
- Grita!
- O silêncio é ensurdecedor...
- Corre!
- A estagnação é permanente...
- Foge!
- Os trilhos foram apagados...
Balança entre desesperos momentâneos e as euforias constantes numa bipolaridade latente...
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segunda-feira, maio 07, 2007
domingo, maio 06, 2007
A RAPARIGA VODU

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sexta-feira, maio 04, 2007
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quinta-feira, maio 03, 2007
quarta-feira, maio 02, 2007
sexta-feira, abril 27, 2007
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quinta-feira, abril 26, 2007
RIR,ROER
E se fôssemos rir,
rir de tudo, tanto,
que à força de rir
nos tornássemos pranto,
Pranto colector
do que em nós sobeja?
No riso, na dor,
que o homem se veja.
Se veja disforme,
se disforme for.
Um horror enorme?
Há outro maior...
E se não houver,
o horror é nosso.
Põe o dente a roer,
leva o dente ao osso!
Alexandre O'Neill, Poesia Completa, Assírio & Alvim
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quarta-feira, abril 25, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
A importância de se escrever "variante"
Variante :
do Lat. variante
adj. 2 gén.,
que varia;
variável;
inconstante;
diferente;
s. m.,
diferença;
variação;
diversidade;
modificação;
cambiante;
ramal de uma via de comunicação, cujo estudo é feito por uma directriz diversa da do projecto primitivo;
diz-se de cada uma das versões escritas ou faladas de um texto ou narrativa.
Neste caso, a palavra variante foi a culpada do meu estado inválido, ou melhor a sua ausência. Ah! Estava a esquecer-me, o scroll também serviu de bode expiatório!
Não adoram preciosismos?
E já agora, desculpem -me a ignorância... mas o que é o scroll?
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segunda-feira, abril 23, 2007
por tua conta e risco
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quinta-feira, abril 19, 2007
Cinetismo
(Jesús-Rafael Soto, Penetrable, 1997)
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quarta-feira, abril 18, 2007
Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
Acordei com o toque suave de um beijo
"Sou a estrela do mar só a ele obedeço
Não sei se era maior o desejo ou o espanto
Em silêncio trocámos segredos e abraços
"Estrela do mar
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terça-feira, abril 17, 2007
DIZ-ME....
quanto tempo olhas para uma flor e sentes o seu perfume?
quanto tempo olhas para um campo e te deitas na relva?
quanto tempo olhas para uma árvore e trepas os seus ramos?
quanto tempo olhas para o rio e mergulhas no seu leito?
quanto tempo mais vais continuar a olhar para fora e esquecer-te de ti?
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segunda-feira, abril 16, 2007
CHEIRA A PRIMAVERA
TRANSPIRA-SE VERÃO
SENTEM-SE OS SENTIDOS
OS CINCO MAIS UM
QUE FAZ O SEXTO...
O SEXTO SENTIDO DESPERTO
E ESPERTO
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domingo, abril 15, 2007
quinta-feira, abril 12, 2007
Tenho e não tenho
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quarta-feira, abril 11, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
O POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO
O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
Vai ter olhos onde ninguém os veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos
O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles
Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados
Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)
*
O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
Sim a ratos
Alexandre O' Neill, Poesia Completa, Assírio & Alvim
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segunda-feira, abril 09, 2007
Silêncio
rosto sério e fechado e silencioso,
assim percorremos as ruas desertas,
desconhecidos que se viram ali pela primeira vez
só o ruído da renúncia e da negação perturba o silêncio.
o silêncio interrompeu algo,
o quê,
não sei...
o silêncio, por vezes, é tão doloroso.
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sábado, abril 07, 2007
domingo, abril 01, 2007
MENTIRAS
ENGANOS
VIGARICES
BURLAS
ILUSÕES
ERROS
e que mais?
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quinta-feira, março 29, 2007
tralha
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quarta-feira, março 28, 2007
you are welcome
Ao longo da muralha que habitamos
há palavras de vida há palavras de morte
há palavras imensas, que esperam por nós
e outras, frágeis, que deixaram de esperar
há palavras acesas como barcos
e há palavras homens, que guardam
o seu segredo e a sua posição
Entre nós e as palavras, surdamente,
as mãos e as paredes de Elsinore
E há palavras nocturnas palavras gemidos
palavras que nos sobem ilegíveis à boca
palavras diamantes palavras nunca escritas
palavras impossíveis de escrever
por não termos connosco cordas de violinos
nem todo o sangue do mundo nem todo o amplexo do ar
e os braços dos amantes escrevem muito alto
muito além do azul onde oxidados morrem
palavras maternais só sombra só soluço
só espasmos só amor só solidão desfeita
Entre nós e as palavras, os emparedados
e entre nós e as palavras, o nosso querer falar
Cesariny, " you are welcome to elsinore", Uma Grande Razão, os poemas maiores,Assírio & Alvim
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quarta-feira, março 21, 2007
os dias estão cheios de cartas e de recomendações, de amigos que partem para sempre, ou adoecem, de recados e de intrigas, de contas intermináveis, de ouro, de corpos, de fortuna e de infortúnios.
de morte, e de cães feridos a uivar à porta da desolação.
uma espécie de miséria e de orgulho, escorrem no fundo de mim. e talvez seja a mistura venenosa da miséria com o orgulho que me há-de perder...
não tenho mais nada a dizer. os poemas morreram.
fugir tornou-se uma obsessão, ou então é a melhor maneira de encenar o desespero.
bebi águas inquinadas.
vi o corpo suspenso no rebordo dos poços, o coração batendo descontrolado.
mas a morte quando se aproxima, é uma coisa simples... vem comer à mão a cinza melodiosa dos dias.
por isso sei que, ao amanhecer, posso perguntar:
quantas áfricas murcharam na boca do amor?
quantas feras despedaçadas foram comidas ao entardecer?
quantos homens conseguiram apaziguar o relâmpago da paixão?
quantos desejos ficaram abandonados na escuridão intacta dos quartos?
a qual dos demónios me vender?
que besta suja será preciso adorar?
em que sangue contaminado mergulharei a língua?
que fogo estranho é este? que devora a beleza interior das coisas...
que mentira me poderá salvar?
uma golada de veneno e eis que se acende o talento
o rumor preciso das sílabas. o choro e o riso.
o brilho gelado das imagens.
então ergo o cachimbo onde guardo o ouro- e vou pelo engano das palavras.
descubro a febre, a ânsia do eterno viajante.
abro as mãos, solto as borboletas e os pássaros- que dizem ser a alma dos mortos.
um espelho onde não me reconheço. mas o pior é que nunca acreditarei no que me disseram, e parti o espelho.
o azar nunca mais me largou, e também não posso dizer que os negócios me tenham corrido bem.
foi maldição, dizem.
paciência. mas não há maldição sem desejo - e eu não páro de desejar, sôfrego... capaz de arriscar a vida e a razão.
ou de matar.
III de morte rimbaud dita em voz alta no coliseu de lisboa, a 20 de novembro de 1996, in Horto de Incêndio, Al Berto
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quinta-feira, março 15, 2007
terça-feira, março 13, 2007
as mudanças operam-se lentamente e para isso remetemo-nos ao silêncio das reflexões interiores. espera-se que passe.
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quinta-feira, março 08, 2007
terça-feira, março 06, 2007
sexta-feira, março 02, 2007
quinta-feira, março 01, 2007
divagando
E tudo começa sempre com o verbo
Uma pequena palavra que pode salvar
Mil actos desconcertados ou provocar
Outros tantos
Palavras pequenas ou grandes
Inócuas ou feras
E tudo começa sempre com o movimento
Do corpo que se trai
Do olhar que muda
Das mãos que dançam
E tudo começa sempre com a divagação
Sobre quem e o quê e porquê
E o que será e quem o disse
ou será que o dirá????
E tudo começa quando tudo acaba
E se recomeça …
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quarta-feira, fevereiro 28, 2007
terça-feira, fevereiro 27, 2007
as nuvens estão altas no céu
sobrevoas o passado em direcção a um mundo novo
tens receio de voar
mas o espírito vai alto e ultrapassa-o
vinga a vontade de mudança
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domingo, fevereiro 25, 2007
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
A contradição entre o desejo de estar presa e o desejo de liberdade
O querer pertencer e o querer voar
O que é mais forte?
A ligação empática, telepática, enfática?
A ligação carnal, real?
As contradições entre o desejo de ter e o desejo de ser…
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quarta-feira, fevereiro 21, 2007
that leaving feeling
I got that leaving feeling and this time it's here to stay
I've been weighing up the pulling and pushing me away
The past is just so heavy, but it's something that I can't leave
And this future is so uncertain, it pushes me to my knees
is that your heart talking or just that befuddled mind?
The people that you love they change when you leave them behind
But this road that is pulling is weared down to a thread
And if I don't start climbing pretty soon it'll be over my head
We all have dreams of leaving we all want to make a new start
Go and pack that little suitcase with the pieces of our hearts
All those worries and those sorrows, we can just toss them away
Buy a coffee and a paper and go step on to a train
But I've been to long wondering, limping around this town
with everything that is pulling, is pulling me further down
Go and make all your excuses and say all your goodbye's
But take a look in the mirror it's the hardest one you'll ever find
All those worries and those sorrows, we can just toss them away
Go and find a new tomorrow and forget about your yesterdays
go and pack your ideas and kiss your kids goodbye
leave the keys on the mail with the sadness that's in your eyes
maybe tomorrow, today looks like it's bringing rain
and I'll leave everything in order, don't want nothing standing in my way
there're jobs that need attending and the logs that are waiting to stock
and I'll leave everything in order, don't want nothing gonna hold me back
Stuart A. Staples, leaving songs
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sábado, fevereiro 17, 2007
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
inquietudes
a inquietude transpira dos poros da espera
resoluções sem solução à vista teimam em existir
fica o dito pelo não dito
a promessa do que seria e não foi
o desejo expresso e não concretizado
inquieta irrequieta insurrecta
estou
sou
sinto-me
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quarta-feira, fevereiro 14, 2007
terça-feira, fevereiro 13, 2007
e o movimento é tudo...
movimento: acção de mover ou de mover-se; mudança de um corpo ou de alguma das suas partes de um lugar para o outro, de uma para outra posição; deslocação; maneira como alguém move o corpo; corrente de água; fluxo e refluxo; acção, variedade, animação; impulso de paixão que desperta na alma; sentimento; mudança no viver e no pensar dos povos; revolução; a marcha real ou aparente dos corpos celestes; mudança pela qual um corpo é sucessivamente presente em diferentes partes do espaço; estado e um corpo cuja distância em relação a um ponto fixo muda continuamente; qualquer função animal que mude a situação, a figura, a grandeza de alguma parte interior ou exterior do corpo.
in Grande Dicionário da Língua Portuguesa
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segunda-feira, fevereiro 12, 2007
mapa
abres o mapa da europa e
assinalas o lugar perdido junto ao mar- o sol
fulmina a narceja e o leite sábio das mães
coalhou num sabor a plânton e húmus
na floreira da janela virada ao mar
secaram os goivos dos navegantes e um cardo amarelo
irrompeu hisurto e firme - o tempo chuvoso
alastra pelas ruelas insinuando-se na alma
uma babugem grossa de maresia - a europa afasta-se
com seus falhanços ao som dos tambores de água
recordas assim a noite varada à porta dos grandes frios
o corpo carbonizado que perdeu a nacionalidade
as cidades sem nome o acidente a auto-estrada
o recado deixado no café a cerveja entornada
o alarme da noite a fuga
a terra dos gelos eternos a viagem sem fim a faca
rente ao pescoço e os comboios e a ponte ligando
a treva à treva
um país a outro país - onde dissemos coisas que matam
e largam rastros de aço nas pálpebras
mas
no cansaço da torna -viagem no desalento de tudo
o mapa da europa ficou aberto no sítio
onde desapareceste
ouço o atlântico uivando ao abandono
enquanto os dedos se cansam a pouco e pouco
na lenta escrita de um diário - depois
fecho o mapa e vou
pela crueldade desta década sem paixão
Al Berto, Horto de Incêndio
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Afasia
em suspenso
tudo está suspenso
a respiração o pensamento a razão o coração
em suspenso
até conseguir voltar a respirar
em suspenso
até...
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quarta-feira, fevereiro 07, 2007
E ainda o tempo...
os dias correm entre a pilha de trabalho e tudo o resto
fechamos os olhos... e já passou mais um e outro e outro e mais outro ainda
e nós estamos onde?
no mesmo lugar, entre a mesma pilha de trabalho.
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segunda-feira, fevereiro 05, 2007
ciclos
euforia angústia insegurança desilusão dor choro dormência despertar levantar sorrir
euforia ...
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sexta-feira, fevereiro 02, 2007
é quase fim-de-semana... mais umas horas e é fim-de-semana.
é fim mas parece o início...
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terça-feira, janeiro 30, 2007
?
Ai as angústias e os dramas alheios
Tão próximos dos nossos
Que empatia se cria
Deixa-me retirar este ponto de interrogação que habita o meu externo
Talvez assim consiga ser racional.
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segunda-feira, janeiro 29, 2007
quarta-feira, janeiro 24, 2007
um dia como os outros
trânsito
filas de carros
voltar para trás
chegar em cima da hora
não ter tempo para o café
falar para o boneco
mandar calar
impedir incêndios
travar pontapés
mandar para a rua
ensinar que f***** é asneira
ufffff,
home sweet home
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terça-feira, janeiro 23, 2007
Velocidade
Corre, corre mais depressa,
caminha por entre os destroços
Descobre a vida moribunda debaixo de capas e máscaras
ENCONTRA OS DESPOJOS DO PASSADO RECENTE
Corre, anda, arrasta-te, gatinha,
coloca-te em posição fetal e tenta encontrar o conforto
Corre, foge, persegue as sombras que te cercam
Vê os fantasmas do futuro
Corre, continua a correr
Não pares para observar os castelos de areia
Eles desmoronam-se com sopro da vida
Corre, coragem, não te canses, não desistas
Está mesmo ali
Corre, corre mais depressa
Corre…
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segunda-feira, janeiro 22, 2007
Atenção!
Um desequilíbrio emocional aproxima-se rapidamente da costa, ameaçando todos aqueles que estejam afectos por crises de insegurança.
A protecção civil aconselha aos corações mais frágeis a permanecerem em casa, prevê-se que este desaire dure quatro dias, até lá reforce a sua segurança sentimental!
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quinta-feira, janeiro 18, 2007
" Os homens costumam chamar destino àquilo que lhes acontece quando perdem as forças para lutarem".
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quarta-feira, janeiro 17, 2007
. . .
Em aberto, em suspenso
fica tudo o que digo.
E também o que faço é reticente...
Alexandre O'Neill
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terça-feira, janeiro 16, 2007
segunda-feira, janeiro 15, 2007
segundas
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quinta-feira, janeiro 11, 2007
I wish
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quarta-feira, janeiro 10, 2007
mmmm
A meia luz
a meio gás
a meio da semana
a meio do mês
a meio da vida
sinto que está tudo a meio
sinto que nada finaliza
sinto o vazio que está entre o princípio e o fim
sinto o nada
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segunda-feira, janeiro 08, 2007
Hoje
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domingo, janeiro 07, 2007
quarta-feira, janeiro 03, 2007
intertextualidades
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terça-feira, janeiro 02, 2007
primeiro do ano
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