Voo Nocturno
quarta-feira, outubro 10, 2007
terça-feira, outubro 09, 2007
As palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.
Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.
Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.
Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Eugénio de Andrade
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segunda-feira, outubro 08, 2007
enumerações
Pára-olha-foca-vê-chora-anda-corre-ri-dorme-acorda-levanta-come-lê-ouve-fala-sente-come-dorme-ouve-sente-ouve-fala-ri-chora-pára-cai-levanta-dança-sai-...
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nonsense
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terça-feira, outubro 02, 2007
quarta-feira, setembro 26, 2007
"you' ve got to fight for a reason, what's your reason?"
( The Sunshine Underground, Borders)
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terça-feira, setembro 25, 2007
voos e quedas
Num tempo aparentemente irreal, tirado de uma memória que não a minha, vivia uma criança num denso subúrbio da capital. Juntamente com os outros meninos do bairro, brincava na rua, ainda livre dos medos, das inseguranças, dos perigos.Posted by contradições at 10:21 p.m. 1 comments
domingo, setembro 23, 2007
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terça-feira, setembro 18, 2007
Nada a Zero
Um certo sentimento niilista deu à costa e não sei o que fazer com ele
O tudo que era para mim no nada se transfigurou
Dois não fazem um todo
E o todo não implica ninguém
O tal e o certo alguém foram o zero na terra do nunca
E o agora já não tem tempo…
Alguém encontrou o rumo
Aqui perdeu-se o chão
Além é o nada
Aquém é o tudo
Nada é o meu mundo,
Zero! Perdi eu…
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segunda-feira, setembro 17, 2007
"Tu disseste"
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sábado, setembro 15, 2007
dançando
Rodopio em torno de mim mesma,
dançando aquela música com a letra de sempre;
rodo à volta do passado, girando no presente,
à procura da saída do círculo, à procura do futuro...
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quarta-feira, setembro 12, 2007
Tears for affairs
Shedding tears for affairs
I’m a funny little thing
I can tell you this for nothing
Affairs don’t win
Can you handle one more dirty secret?
One more dirty night?
Is it true what they say?
Will it make us go blind?
You had to drive
Look me in the eye
Whisper "don’t cry"
I’ll take an interest in Illustration
It should be a laugh
Your words are with me still
They whisper in the grass
Shedding tears for affairs
I’m a stupid little thing
I can tell you this for nothing
You won’t win
You had to drive
(I didn’t want to)
Look me in the eye
(I found it hard to)
Whisper "don’t cry"
(I had to whisper "don’t cry")
So I cried
( Camera Obscura)
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segunda-feira, setembro 10, 2007
a banda sonora da festa
Impressionantes...!!
Roncos do Diabo
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quinta-feira, setembro 06, 2007
terça-feira, setembro 04, 2007
ruas
Nas ruas de calçada íngreme e escorregadia
Dei por mim à procura de um sinal
Por entre o musgo e a terra
As ruas não são oráculos
E a calçada não tem visões
Por isso caminhei em direcção ao rio
Procurando respostas sem fim
A água tinha secado
E o leito estéril nada dizia.
Voltei às ruas
Olhei para cima
Nos telhados passeavam gatos pretos luzidios
O sinal de má fortuna
Faltavam as escadas e o espelho partido.
As escadas já foram subidas e descidas tantas vezes
E o espelho já me disse que a bela não sou eu.
Portanto continuo a seguir as ruas de calçada íngreme
Esquecendo-me das respostas e buscando perguntas que eu saiba responder.
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segunda-feira, setembro 03, 2007
passagens II
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domingo, setembro 02, 2007
re-
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segunda-feira, agosto 20, 2007
passagens
in As mulheres de meu pai, de José Eduardo Agualusa
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domingo, julho 29, 2007
terça-feira, julho 24, 2007
quarta-feira, julho 18, 2007
acção animal- anti-touradas
Talvez seja um pouco forte a comparação feita nesta campanha, mas a verdade é que à luz da tradição e do cumprimento de actos culturais se vão cometendo verdadeiras atrocidades.
Embora me custe muito pensar no sofrimento dos animais, consigo até entender a questão cultural da tourada para aqueles que sempre viveram nesse e para esse mundo, não consigo entender é que se vá assistir a touradas para se exibirem farpelas e personagens mais ou menos conhecidas nesse mundo fantástico do social rosa choque, já que parece ser moda em hoje dia aparecer nestes "eventos".
Recordo sempre o conto Miura, de Miguel Torga, onde um touro pressente o sofrimento do seu companheiro na arena, antecipando ansiosamente o seu próprio. Este só consegue atenuar a ansiedade ao refugiar-se na memória dos pastos verdejantes que percorria na sua juventude, até voltar para a realidade que o espera...
Dá sempre o que pensar.
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terça-feira, julho 17, 2007
quinta-feira, julho 12, 2007
"avaliações"- parte II
"Candidatos a professor terão de fazer no mínimo dois exames.
De acordo com o documento, que regulamenta o Estatuto da Carreira Docente (ECD) no que diz respeito à entrada na profissão, a prova de ingresso inclui um exame comum a todos os candidatos, no qual são avaliados o domínio da língua portuguesa e a capacidade de raciocínio lógico. "
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"avaliações"
in Portugal Diário
LOL, adoro estas medidas de avaliação dos professores. É-se bom profissional consoante o sucesso dos alunos, eu já vi isto antes e sei no que vai dar... e mais não digo!
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terça-feira, julho 10, 2007
e como não podia deixar de ser...
para as minhas ginas!!
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sonhos
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segunda-feira, julho 09, 2007
outra vez?
a voracidade do tempo consome todos os minutos do dia,
pode ser que essa turbulência passe
e estabilize tudo o que envolve a alma.
o cansaço, entretanto, apodera-se do corpo
e só o sono profundo é desejado,
aquela dormência que nada afecta.
a vida passa incólume e sem dor.
tão fácil...
custa tomá-la nas mãos e decidir e agir,
mas... voltar atrás e anestesiar todos os sentimentos,
procurar refúgio numa bolha de sabão....
outra vez? não!
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segunda-feira, julho 02, 2007
quinta-feira, junho 28, 2007
quarta-feira, junho 27, 2007
insânia ou insónia?
O cão late,
rola e rebola,
vermelhas garras
esperam o momento,
uiva o vento,
bufa a paciência perdida:
aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!
quem a agarre,
está louca e gane
(como o cão)…
É demasiado o convívio,
Dias a fio fechada
À espera de quê?
Do príncipe encantado?
Mas tem quantos anos?
Ah…! É verdade, estamos nos contos de fada…
Prefiro o barba azul, pelo menos não anda em cavalos brancos
Lailailailailailai….
Dorme….
O cão!
Ainda funcionam, os contos de fada!
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estar sempre presente
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segunda-feira, junho 25, 2007
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quarta-feira, junho 20, 2007
terça-feira, junho 19, 2007
Pouco me importa.
Pouco me importa o quê? Não sei: pouco me importa.
Alberto Caeiro, Poesia, Assírio & Alvim
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segunda-feira, junho 18, 2007
dias molhados I
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quarta-feira, junho 13, 2007
segunda-feira, junho 11, 2007
acordar
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quinta-feira, junho 07, 2007
"quantas madrugadas tem a noite"
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quarta-feira, maio 30, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
lembranças
trocas imagens do passado
que espelham sonhos infantis
e realidades de fantasia
erguidas entre bonecos de trapos
um mundo paralelo crescia
entre os malmequeres e os bem-me-queres
os brincos de rainha e os de princesa
os miosótis e as rosinhas rosas
a água da chuva desaguava
na caverna dos bichos da conta
e os olhos brilhavam e sonhavam
com aventuras e descobertas
e saltavas, corrias, brincavas
e eras tudo o que querias.
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segunda-feira, maio 21, 2007
saudades

Cidade
Cidade, rumor e vaivém sem paz das ruas,
Ó vida suja, hostil, inutilmente gasta,
Saber que existe o mar, e as praias nuas
Montanhas sem nome e planícies mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.
Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes.
( imagem por João Barbosa: praia do norte, são vicente, cabo verde; poema: Sophia de Mello Breyner)
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sexta-feira, maio 18, 2007
terça-feira, maio 15, 2007
sábado, maio 12, 2007
PACE NON TROVO...
Pace non trovo, e non ò da far guerra,
E temo e spero, ed ardo e son un ghiaccio,
E volo sopra'i cielo e giaccio in terra
E nulla stringa e tutto' l mondo abbraccio.
Tal m'ha in prigion che non m'apre né serra,
Nè per suo mi riten né scioglie il laccio,
E nonm'ancide Amore e non mi sferra,
Nè mi vuol vivo né mi trae d'impaccio.
Veggio senza occhi; e no ò lingua grido,
E bramo di perir, e cheggio aiuta,
Ed ho in odio me stesso ed amo altrui.
Pascomi di dolor, piangendo rido,
Egualmente mi spiace morte e vita:
In questo stato son, Donna, per vui.
Petrarca, Cancioneiro
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sexta-feira, maio 11, 2007
quinta-feira, maio 10, 2007
e mais uma vez...
mais uma vez chegámos ao tempo da espera
e a espera gosta de se fazer esperar
tem todo o tempo do mundo para sacrificar
enquanto espero e não espero, procuro não desesperar...
tic-tac tic-tac tic-tac
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terça-feira, maio 08, 2007
!!!
- Grita!
- O silêncio é ensurdecedor...
- Corre!
- A estagnação é permanente...
- Foge!
- Os trilhos foram apagados...
Balança entre desesperos momentâneos e as euforias constantes numa bipolaridade latente...
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segunda-feira, maio 07, 2007
domingo, maio 06, 2007
A RAPARIGA VODU

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sexta-feira, maio 04, 2007
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quinta-feira, maio 03, 2007
quarta-feira, maio 02, 2007
sexta-feira, abril 27, 2007
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quinta-feira, abril 26, 2007
RIR,ROER
E se fôssemos rir,
rir de tudo, tanto,
que à força de rir
nos tornássemos pranto,
Pranto colector
do que em nós sobeja?
No riso, na dor,
que o homem se veja.
Se veja disforme,
se disforme for.
Um horror enorme?
Há outro maior...
E se não houver,
o horror é nosso.
Põe o dente a roer,
leva o dente ao osso!
Alexandre O'Neill, Poesia Completa, Assírio & Alvim
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quarta-feira, abril 25, 2007
terça-feira, abril 24, 2007
A importância de se escrever "variante"
Variante :
do Lat. variante
adj. 2 gén.,
que varia;
variável;
inconstante;
diferente;
s. m.,
diferença;
variação;
diversidade;
modificação;
cambiante;
ramal de uma via de comunicação, cujo estudo é feito por uma directriz diversa da do projecto primitivo;
diz-se de cada uma das versões escritas ou faladas de um texto ou narrativa.
Neste caso, a palavra variante foi a culpada do meu estado inválido, ou melhor a sua ausência. Ah! Estava a esquecer-me, o scroll também serviu de bode expiatório!
Não adoram preciosismos?
E já agora, desculpem -me a ignorância... mas o que é o scroll?
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segunda-feira, abril 23, 2007
por tua conta e risco
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quinta-feira, abril 19, 2007
Cinetismo
(Jesús-Rafael Soto, Penetrable, 1997)
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quarta-feira, abril 18, 2007
Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
Acordei com o toque suave de um beijo
"Sou a estrela do mar só a ele obedeço
Não sei se era maior o desejo ou o espanto
Em silêncio trocámos segredos e abraços
"Estrela do mar
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terça-feira, abril 17, 2007
DIZ-ME....
quanto tempo olhas para uma flor e sentes o seu perfume?
quanto tempo olhas para um campo e te deitas na relva?
quanto tempo olhas para uma árvore e trepas os seus ramos?
quanto tempo olhas para o rio e mergulhas no seu leito?
quanto tempo mais vais continuar a olhar para fora e esquecer-te de ti?
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segunda-feira, abril 16, 2007
CHEIRA A PRIMAVERA
TRANSPIRA-SE VERÃO
SENTEM-SE OS SENTIDOS
OS CINCO MAIS UM
QUE FAZ O SEXTO...
O SEXTO SENTIDO DESPERTO
E ESPERTO
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domingo, abril 15, 2007
quinta-feira, abril 12, 2007
Tenho e não tenho
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quarta-feira, abril 11, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
O POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO
O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
Vai ter olhos onde ninguém os veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocentes
ouvidos não só nas paredes
mas também no chão
no tecto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos
O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projectos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com certeza a deles
Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados
Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)
*
O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
Sim a ratos
Alexandre O' Neill, Poesia Completa, Assírio & Alvim
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segunda-feira, abril 09, 2007
Silêncio
rosto sério e fechado e silencioso,
assim percorremos as ruas desertas,
desconhecidos que se viram ali pela primeira vez
só o ruído da renúncia e da negação perturba o silêncio.
o silêncio interrompeu algo,
o quê,
não sei...
o silêncio, por vezes, é tão doloroso.
Posted by contradições at 1:12 p.m. 0 comments
sábado, abril 07, 2007
domingo, abril 01, 2007
MENTIRAS
ENGANOS
VIGARICES
BURLAS
ILUSÕES
ERROS
e que mais?
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